Demorei para voltar aqui. Na verdade as tarefas deste ano que está findando foram muitas, e acabarm tomando mais tempo do que eu esperava. Tem também a questão de que vir até aqui e escrever exige que eu tenha uma coisa realmente boa para compartilhar. Surgiram assuntos bons, relevantes, surgiram outros que nem tanto... mas permencei mesmo distante do blog. Uma ou duas vezes cheguei a abrir a página, e fiquei, quem já passou por isso sabe, olhando a página em branco e o marcado de texto piscando, piscando...
Queria ser mais criativo, juro, queria poder ter diariamente assunto para encher páginas e páginas deste blog e transformá-lo em algo menos inóspito, mas me falta inspiração. E isso, inspiração, já foi algo por que já pedi às musas e às fadas, a Deus e aos deuses, a santos e a orixás... Mas não obtive resposta... então, ou não existem, ou minha alma, ou adoração de nada vale a eles, porque de minhas imprecações só obtive como resposta o silêncio.
Pois bem, último mês do ano, cismando aqui sozinho em casa, resolvi apenas sentar-me diante deste teclado e fazer este monólogo. Gosto de pensar que é para o leitor, mas na verdade é comigo mesmo. E isso é uma das utilidades de se ter um blog. Conversar consigo mesmo e, se não fores tçao convencido, como alguns, poder caçoar um pouco de si.
Bem, para não perder a oportunidade, devo dizer que passei o último mês fazendo aquilo que é rotina da minha vida: lutando por algo que é necessário, mas que além de mim, poucos querem. Atravessamos tempos difíceis. Um governo ilegítimo caça direitos, tenta destruir a aposentadoria e acabar com a universidade pública, enquanto detona com os servidores públicos. Aqui e ali, surgem discursos sobre a necessidade reação. Mas a maioria prefere acomodar-se confortavelmente na poltrona da sala e amaldiçoar o governo, sem mover uma palha. Parece piada , mas é a triste realidade. O facebook virou a arena que todos acreditam ser a ideal para deter os ataques e ningué quer enxergar que o ativismo virtual está nos matando aos poucos, com a sua fórmula quimérica de que alguns cliques podem mudar o mundo.
Infelizmente, caros, pra mudar o mundo é preciso sujar as mãos. É preciso correr riscos. Mas ninguém mais quer lançar dados com a vida... Agarra-se ao certo ainda que pouco parece ser a filosofia de nossos dias. O problema é que no andar dessa carruagem, não existirá mais o certo... E quando esse momento chegar, ainda poderemos resistir? O momento de sacudir as estruturas e romper as cadeias é este. E quanto a mim, já estou acostumado a andar contra o vento, a nadar contra a maré... porque eu sou o que lutei pra ser e continuarei lutando pra seguir mais a frente!
Não é do passado, mas unicamente do futuro que a Revolução social ... pode colher a sua poesia.
sexta-feira, 8 de dezembro de 2017
quinta-feira, 28 de setembro de 2017
Aonde vamos?
Vivemos dias de trevas. Um governo golpista, traidor do povo entrega as riquezas nacionais de mão beijada aos grandes grupos financeiros internacionais ao mesmo tempo em que desmonta a saúde, a educação e a previdência. Este mesmo governo massacra o povo pobre das favelas do Rio de Janeiro sob o pretexto de uma guerra às drogas que tem se revelada inútil.
Na política a sensação que se tem é a de que estamos entregues a larápios que concorrem entre si pelo título de maior achacador da república e as coisas não param por aí! A sociedade mergulha numa crescente onda de ataques preconceituosos, racistas, lgbtfóbico, machistas, enfim, tudo o que de mais abominável a mente do home foi capas =z e gerar, resolvi sair das grutas em que se escondia, e onde engordava seviciando-se de carne humana às escondidas, para assombrar-nos em plena rua.
Enquanto isso, o Estado Laico se descaracteriza por um decreto do STF, que diz que as escolas podem pregar uma religião em sala de aula. A B S U R D O !!!
Lembrei nesses dias de um trecho do livro O amor e outros demônios de Gabriel Garcia Marquez... nele, uma figura, reconhecida por todos como ateia, responde à indagação sobre se era ateu: "Quisera eu".
Quantas vezes diante dos absurdos que eu vejo serem cometidos em nome de Deus, na pretensão de estar agradando-O, eu também não supliquei por ser ateu? Como posso crer e confiar em um Deus que se cala diante de tantos absurdos? Como posso entender um Deus que embora não tenha necessidade de nada permite que em nome dele, milhares sejam explorados nos mercados da fé?
Mas, eu creio... Sei que existe um Deus, em algum lugar, que, diferente desse Deus, tão pequeno das igrejas, é ainda maior do que o que podemos pensar, porque ele tem ainda mais fé em nós! Por isso nos deixa entregues a nossa própria sorte, para que tomemos a opção de lutar pela igualdade, pela justiça e por um mundo melhor, porque nosso lugar, definitivamente é entre as estrelas, mas só poderemos chegar a elas por nosso próprio esforço
Não é a esperança de um mundo vindouro que deve conduzir os que creem em Deus, mas o desejo de realizar agora, tomar em nossas mãos nosso destino e construir agora o paraíso.
terça-feira, 12 de setembro de 2017
Mudamos?
Testemunhei meio abismado a crise de 2008. Era estudante de administração e vi de uma hora para outra se desmanchar todo um credo que era rezado com fervor na universidade: o de que o mercado era um ente poderoso, autossuficiente e capaz de trazer a prosperidade e o crescimento onde quer que fosse deixado a vontade, sem interferências do Estado ou quaisquer outras.
No entanto 2008, jogou esse mercado nas cordas e só não o nocauteou porque o "ineficiente" Estado lhe estendeu as mãos. De lá pra cá, a crise se estende quase como aquela doença crônica, na qual o doente apresenta sinais de melhora, apenas para piorar ainda mais. O mundo desenvolvido jogou os custos da crise nas costas dos países pobres, mas ainda assim não consegue respirar... Pior, a precarização do trabalho e a piora das condições de vida no mundo subdesenvolvido levou a fuga em massa de trabalhadores em busca do El Dorado das nações do norte...
No entanto 2008, jogou esse mercado nas cordas e só não o nocauteou porque o "ineficiente" Estado lhe estendeu as mãos. De lá pra cá, a crise se estende quase como aquela doença crônica, na qual o doente apresenta sinais de melhora, apenas para piorar ainda mais. O mundo desenvolvido jogou os custos da crise nas costas dos países pobres, mas ainda assim não consegue respirar... Pior, a precarização do trabalho e a piora das condições de vida no mundo subdesenvolvido levou a fuga em massa de trabalhadores em busca do El Dorado das nações do norte...
Estamos num mundo globalizado, por isso mesmo, muito, muito complicado. Como na metáfora, a borboleta que bate asas na China, causa furacões nos EUA (foi mal usar uma expressão dessas em tempos de Irma, José &Cia). Boa parte das complicações advém do fato de que vivemos em uma sociedade cada vez mais desigual. Nela os ricos ficam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.
O Brasil, que parecia ter encontrado o seu caminho, começou a cambalear a alguns anos. Inflação, desemprego, violência, parece até que entramos numa louca máquina do tempo e retornamos aos anos 80! Tendo sido criança nos maravilhosos 80, não pude deixar de ver com nostalgia que a crise atual nos despiu dos penduricalhos que juntamos no caminho e nos mostrou que 20 e tantos anos depois ainda estamos na mesma: um país na periferia do capital que permanece muito dividido entre ricos e pobres, entre aqueles que lutam para pôr comida na mesa todos os dias e aqueles que desperdiçam tanta coisa.
E pude ver como fomos enganados. Colocaram sobre nosso asno uma pele de leão e passamos a zurrar alto acreditando estar rugindo. Continuávamos cegos, pobre e nus. Apesar dos smartphones, tablets, notebooks e da internet continuamos desinformados e ignorantes. Apesar de nossas casas estarem cheias de tv's, geladeiras, máquinas de lavar, microondas e mais uma infinidade de aparelhos de todos os tipos e funções, nosso espírito continua vazio. Apesar de mais escolarizados permanecemos machistas, lgbtfóbicos, intolerantes e hipócritas. Olhamo-nos no espelho e continuamos os mesmo. E isso não basta mais. Precisamos ir além. Para garantir a todos igualdade temos que nos despir de nossos preconceitos e buscar alçar voos maiores.
E não é o deus mercado que vai nos dar impulso. Também não é esse modelo de estado, atrelado às vontades e desejos da elite que vai nos dar asas. Precisamos tomar em nossas mãos o nosso destino e construir por nós mesmo o modelo de sociedade onde não seremos medidos pelo que temos e sim pelo que somos. Onde as oportunidades poderão ser desfrutadas por todos e onde eu possa me dedicar ao que quiser, seja sonhar, pintar, escrever ou mesmo ao lazer, pois serei útil à sociedade apenas se for feliz! Chega dos infelizes bem sucedidos que acreditam que seu vazio existencial possa ser preenchido com a posse de coisas. Chega de deixar de fazer o que gosta para fazer o que lhe dá dinheiro! Chega de ser quem nos condicionaram a ser! Passemos a ser quem queremos de verdade.
Estamos nesse mundo para ser felizes. A vida é um momento fugaz entre um nada e outro. Façamos com que valha a pena!
domingo, 3 de setembro de 2017
Cariri
Publiquei mais cedo no face. Só tenho a agradecer por esses 03 anos de vivências no Cariri...
Cheguei
aqui forasteiro, trazendo esperança no peito, buscando um lugar para ousar...
Senti o
calor dos teus dias... o frescor das tuas noites e vi a beleza do teu luar... E
quando dei por mim, eis que estava encantado, com essas ruas estreitas, com
essas praças faceiras, com essa gente trigueira, incansável no labutar... Amo
as vielas escuras, a subida sinuosa do horto e a rotatória do Crajubar; talvez
por ter vindo de fora, desejo a toda hora que não percas esse teu jeitão sertanejo,
das missas, dos folguedos, das festas juninas animadas em noites iluminadas por
fogueiras de São João! Adoro as noites e os dias, cheios de Fé, das romarias,
quando te encontras apinhada de gente, que tanta estrada percorreu, para aqui
chegar. Eles vêm a pedir ou a agradecer e a nenhum tu despedes de mãos vazias.
Permite-lhes levar consigo da tua alegria, da tua magia e, sim, também da tua
poesia!
Juazeiro
do Norte, joia do meu Cariri, agora entendi teu padre, que trocou outros
lugares para ficar por aqui. Eis que eu também me reconheço, como um dos teus
romeiros, grato pela acolhida que, ao chegar, recebi.
Meu muito
obrigado a Juazeiro do Norte e à UFCA por me darem três anos, que valem por uma
vida toda! Sigamos em frente!
Quero
dizer aos amigos, que ainda que me vá embora, fica um pedaço de mim, aqui neste
Cariri!!!!
O lugar
da gente não é o que a gente nasce, não é o que a gente mora. O lugar da gente
é aquele que a gente leva no coração! Sendo assim, eu sou do Cariri!
Wagner Pires da Silva
Administrador da
Universidade Federal do Cariri
quinta-feira, 31 de agosto de 2017
Traduções
Imagine você, um pesquisador sério, que realizou uma pesquisa durante anos e a publicou. Seu livro é reconhecido entre seus pares e acaba por ser traduzido em outros idiomas. E de repente você descobre que o tradutor, por conta própria ou por pressão da editora, modificou um pouco o nome da sua obra, dando a uma pesquisa acadêmica um tom, assim, meio exotérico? Não sei quanto a você, mas eu não gostaria nem um pouco.
Falo isso porque, circulando pelos sebos de Fortaleza, um dia desses, encontrei um livro curioso. O título: Mistérios gnósticos. Em letras menores: as novas descobertas - O impacto da Biblioteca de Nag Hamadi. A capa mostra uma fila de camelos sobre uma duna avermelhada pelo sol do ocaso. Olhei e pensei, "aí tem mais uma lorota voltada para teorias da conspiração". Mas aí atentei para o nome do autor, Marvin Meyer, um destacado pesquisador sobre o gnosticismo. Folheei o livro e vi que era um trabalho muito bom e nada condizente com o título. Olhei a ficha catalográfica e lá estava, o título original, que não deixava dúvidas de que o tradutor pesara no título, talvez, querendo ampliar o público do livro. Em inglês o título é "The gnostic discoveries".
Sabemos que geralmente muitos filmes não apresentam traduções dos seus nomes originais, eles têm nomes em versão brasileira, criados pelas agências de publicidade que buscam alavancar o público com títulos que lhes falem mais diretamente. Fazer o mesmo com livros é prática também comum. E talvez até ajude a vender. Mas o que eu critico aqui é a prática de colocar um nome que destoe do tom da publicação. Algo que decerto não agrada o leitor, interessado, como no caso que estamos tratando, em teorias da conspiração e que encontrará um trabalho mais denso. Afasta o leitor que deseja ler a obra de um especialista e, acredito, acaba por fazer um desserviço ao deixar confuso o público.
Sejamos sinceros, vivemos num mundo em que tudo é passível de ser transformado em mercadoria. Mas não podemos permitir que o conhecimento, tão precioso e necessário, seja jogado a nós como quinquilharia.
Falo isso porque, circulando pelos sebos de Fortaleza, um dia desses, encontrei um livro curioso. O título: Mistérios gnósticos. Em letras menores: as novas descobertas - O impacto da Biblioteca de Nag Hamadi. A capa mostra uma fila de camelos sobre uma duna avermelhada pelo sol do ocaso. Olhei e pensei, "aí tem mais uma lorota voltada para teorias da conspiração". Mas aí atentei para o nome do autor, Marvin Meyer, um destacado pesquisador sobre o gnosticismo. Folheei o livro e vi que era um trabalho muito bom e nada condizente com o título. Olhei a ficha catalográfica e lá estava, o título original, que não deixava dúvidas de que o tradutor pesara no título, talvez, querendo ampliar o público do livro. Em inglês o título é "The gnostic discoveries".Sabemos que geralmente muitos filmes não apresentam traduções dos seus nomes originais, eles têm nomes em versão brasileira, criados pelas agências de publicidade que buscam alavancar o público com títulos que lhes falem mais diretamente. Fazer o mesmo com livros é prática também comum. E talvez até ajude a vender. Mas o que eu critico aqui é a prática de colocar um nome que destoe do tom da publicação. Algo que decerto não agrada o leitor, interessado, como no caso que estamos tratando, em teorias da conspiração e que encontrará um trabalho mais denso. Afasta o leitor que deseja ler a obra de um especialista e, acredito, acaba por fazer um desserviço ao deixar confuso o público.
Sejamos sinceros, vivemos num mundo em que tudo é passível de ser transformado em mercadoria. Mas não podemos permitir que o conhecimento, tão precioso e necessário, seja jogado a nós como quinquilharia.
terça-feira, 15 de agosto de 2017
E se...
Todos nós, em um ou outro momento da vida tivemos que fazer escolhas. Escolhas que determinaram todos os rumos de nossas vidas. A pessoa com quem casamos, o curso que optamos por fazer, a profissão que resolvemos seguir. Algumas vezes essas escolhas são bem espontâneas e temos toda a liberdade de seguir pelo caminho A ou B... já outras vezes somos bem limitados... no entanto ainda cabe a nós a decisão mesmo que seja apenas um sim ou não. Explicando: um garoto de classe média numa grande metrópole tem n cursos de graduação a sua disposição sem ter que sair de sua cidade... um jovem pobre do interior só teria, quando muito uma opção de curso, ou nem isso, se quiser permanecer em sua cidadezinha. Em outras palavras, existe condicionamento, sim, mas longe de ser determinista é possível escapar, mas tem que ter disposição.
Mas quero discorrer mesmo é sobre algo bem mais filosófico. O que aconteceria se tivéssemos escolhido seguir as opções da qual, espontaneamente ou não, abrimos mão ? Esse é o exercício! Pensar a nossa vida com o e se...
Vejamos, e se eu tivesse permanecido na licenciatura em História e não tivesse cursado administração? E se não tivesse prestado concurso público ou se não tivesse passado? E se, recuando ainda mais eu não tivesse deixado o altar? Tantas perguntas, tantas possibilidades e cada uma delas se abrindo em outras e mais outras, cada vez maiores, cheias de ramificações e todas prenhes de mais e mais e se!
Há tempos tenho pensado nisso. Pensado em escrever sobre isso também. Lembrando um pouco da mecânica quântica e de seus universos paralelos. Já pensou se cada e se perdido, cada escolha possibilidade por nós recusada tivesse sido aceita em um universo paralelo? Se existir por aí uma outra realidade, onde você não esteja arrependido por ter escolhido mal, ou um lugar onde você não tenha perdido o que tanto lamenta ter escapado por entre seus dedos?
Ás vezes a ciência é tão bela quanto a poesia, ou até a supera... O modelo de universos paralelos é baseado em princípios da incerteza quântica, sugerindo que todos os desdobramentos possíveis de um evento acontecem, mas nós vivemos apenas uma dessas sequências. Ei, isso não é filosofia, é física! Mas te põe para pensar um bocado, hein?
Quem seria mais feliz? Você ou seu outro eu em um universo paralelo, que conseguiu aquela promoção, onde realizou aquela viagem? Sonhar não custa, né? Mas se existindo ou não estes universos paralelos, que as especulações fiquem com quem atua na área. Neste universo, em que nossas vidas são moldadas pelas escolhas que fizemos, o que nos resta é nos adaptarmos as consequências e se for o caso minorar, diminuir os efeitos negativos advindos de escolhas que se mostraram equivocadas.
Por isso, quando estava na graduação fiquei encantado com um conceito que estudei e que acredito ter, tal como o multiverso e suas ramificações para a física, um quê de filosófico na administração. Se você já estudou administração já deve ter se deparado com ele. Estás diante de uma escolha, deves seguir apenas uma das possibilidades disponíveis, o que você faz? Tenta estimar o Custo de Oportunidade! O que perdemos ao abandonarmos a opção A e escolhermos a B. O que deixamos de ganhar ao escolher a A em detrimento da B. Depois de ter realizado essa estimativa, pergunte-se: Vale a pena?
Escolher envolve perda. É inerente ao processo. Você não pode adiar a decisão indefinidamente, a vida é como um rio, se represado ele acabará por encontrar meios de voltar ao curso. Você não pode saltar de um universo a outro para viver a vida que você poderia ter vivido se tivesse tomado outra decisão. Mas se fizer escolhas conscientes do que você pode perderá e ganhará com cada opção, acredito que no fim das contas estarás muito satisfeito com os rumos que deu para sua vida.
Se quiser saber um pouco mais sobre universos paralelos tem um vídeo muito legal, aqui
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
Mr. Mercedes
Concluí a um tempinho a leitura de Mr. Mercedes,. de Stephen King. O Mestre do terror nos apresenta mais um personagem marcante. O vilão, Hartfield é sádico, doentio e muito inteligente. O herói tem pouco a oferecer no início da história e vai crescendo com o desenrolar da trama.
Quem está acostumado com o estilo de King, sabe que ele explora essa condição de fraqueza, de um sentimento de impotência em seus protagonistas, onde àqueles que são perseguidos, discriminados, desprezados e considerados como sem contribuição a dar à sociedade, conseguem superar a si mesmos, seus medos, suas fraquezas, mesmo suas deficiências para lutar contra o mal. Mal, que na obra de King pode ser sobrenatural, um sistema despótico, ou um sujeito simples, que você pode encontrar aí pelas ruas da cidade sem desconfiar quão negra é a alma do sujeito.
Lembro dos arrepios e do medo que tive, ao ler It. Uma aula de literatura de terror. Mr. Mercedes é mais uma lição que que King nos proporciona, sem deixar a desejar a anterior.
É um ótimo livro, que me deixou preso à poltrona até concluí-lo. O protagonista estrela mais dois livros, os quais já estão na minha lista de leitura. Quem sabe, se daqui a algum tempo, eu não compartilhe também minhas impressões sobre eles?
Quem está acostumado com o estilo de King, sabe que ele explora essa condição de fraqueza, de um sentimento de impotência em seus protagonistas, onde àqueles que são perseguidos, discriminados, desprezados e considerados como sem contribuição a dar à sociedade, conseguem superar a si mesmos, seus medos, suas fraquezas, mesmo suas deficiências para lutar contra o mal. Mal, que na obra de King pode ser sobrenatural, um sistema despótico, ou um sujeito simples, que você pode encontrar aí pelas ruas da cidade sem desconfiar quão negra é a alma do sujeito.
Lembro dos arrepios e do medo que tive, ao ler It. Uma aula de literatura de terror. Mr. Mercedes é mais uma lição que que King nos proporciona, sem deixar a desejar a anterior.
É um ótimo livro, que me deixou preso à poltrona até concluí-lo. O protagonista estrela mais dois livros, os quais já estão na minha lista de leitura. Quem sabe, se daqui a algum tempo, eu não compartilhe também minhas impressões sobre eles?
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